sábado, 24 de novembro de 2012

"Cabide"

Ontem, dia 24 de novembro, o Coletivo Onírico realizou a intervenção urbana "Cabide" na cidade de Vinhedo-SP. Esse manifesto artístico relâmpago foi criado as pressas, assim como foi as pressas e sem debate que a Câmara de vereadores aprovou definitivamente, 17 cargos de confiança com supersalários para secretários adjuntos, no valor de R$ 8.480,00.
O nome "Cabide" vem de Cabide de emprego.

Nosso experimento foi inspirado nas peças didáticas de Bertold Bretch: o coro, a encenação da situação problema e 
as canções. Somamos isso a pesquisa 
de intervenção urbana, com os jogos de corpo-instalação e deriva, 
criando imagens na rua, e in
teragindo com o espaço.
Escolhemos finalizar a cena com a canção "
É" 
de
G
onzaguinha.

M
ui
tas pessoas vieram até nós, apoiando nossa ação, falando de política e nos deixando com a sensação de estarmos mais vivos e ativos. 














Matéria do Correio Popular:

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2012/11/capa/campinas_e_rmc/8998-vinhedo-tera-mais-17-secretarios.html




Link da matéria exibida no Jornal da Globo-Eptv:





terça-feira, 23 de outubro de 2012

Litoral Encena







Nesse fim de semana do dia 21 de outubro, o Coletivo foi em direção á serra do Mar , agora para apresentar o Catação de Histórias na cidade de Santa Branca e Jambeiro. Participamos da programação do Litoral Encena, que é um dos mais importantes festivais  do Brasil voltados para grupos de Rua , teatro de Bonecos  e Objetos Animados e espetáculos teatrais que se apropriam de técnicas circenses. Realizado pela FUNDACC em parceria com a Abaçaí Cultura e Arte, o Litoral Encena trouxe para Caraguá, e mais doze municípios do entorno, 130 apresentações. E nós estávamos lá!

No domingo conseguimos descer até Caraguatatuba pra prestigiar o grupo Galpão de Belo Horizonte   e também o Grupo Teatral Athos de Batatais. Aproveitando também  pra ver e o grandioso Mar.
O Coletivo agradece Sarkis da secretaria de cultura de Santa Branca e ao Neo, técnico de som que nos deram total apoio pra nossa apresentação ter público e som!!!
E ao pessoal de Jambeiro: Darlene e Rogério da Secretaria de Educação, Lau da secretaria de Cultura e Marcela da escola EMEF Maria Olímpia Vieira.
E é claro, as inomináveis forças da natureza que nos trouxe um Sol lindo pras duas apresentações!   

               

sábado, 20 de outubro de 2012

Pé na estrada!

E na semana passada, o Coletivo Onírico pegou a Via Anhanguera com
destino a Jaú! Na véspera de feriado, a rodovia cheia, não impediu que
nós chegássemos ao nosso destino: a terra de Hilda Hist! Quem nos recebeu lá, foi a Carol Panini, da Bendita Produtora, responsável por nos incluir na programação do SESI durante o “Recreança”. Mesmo a chuva fina não espantou o público, que super receptivo acompanhou nossa apresentação com muita empolgação.
No dia seguinte mais estrada: fomos pra cidade de Dois Córregos, apresentar no Teatro de lá ( e tomar um delicioso sorvete de macadâmia!)
O Coletivo agradece a Carol, Adélio e os ilustríssimos filhotes Margot e Toninho!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A quem pertence o espaço público?

 


A quem pertence o espaço público? Dia 29 de setembro de 2012, o Coletivo Onírico saiu às ruas da cidade de Campinas, nas imediações da Praça Carlos Gomes no centro, para promover sua 5° intervenção urbana.

Durante 50 minutos, o cruzamento da rua Irmã Serafina com a General Osório, foi redesenhado pelos performes oníricos, que transformavam esse meridiano ( a praça divide o bairro nobre Cambuí, do centro da cidade) em palco para suas provocações e afetações. Os conceitos/provocações “Higienização das Ruas” e “Lei que proíbe o artista de rua” foram transformados em imagens, ações e discursos.

Cada vez mais, a geografia do poder tem demarcado seu território e consolidado sua hegemonia em espaços públicos. Este processo, conhecido como gentrificação ou enobrecimento, trata da retirada das populações de baixa renda de determinadas regiões da cidade, na tentativa de melhoria de sua imagem. Na maioria das vezes, tais ações são realizadas de maneira violenta e coercitiva, ferindo os direitos humanos e legitimando  o pensamento onde “para eliminar a pobreza é preciso eliminar o pobre”.

Nesse mesmo segmento, esta a adesão das prefeituras pela lei que proíbe o artista de rua, ou que burocratiza o processo de liberação (ou não) dos espaços para suas apresentações. A má compreensão da cultura e da arte, faz com que artistas de rua sejam confundidos como, pedintes, bandidos, entre outros. Na verdade, essa lei é mais um aparato do estado, do jogo do poder, para eliminar a marginalidade das ruas, esconder e isolar os problemas sociais e de lambuja, acabar com qualquer manifestação cultural artística, critica e libertária que perturbe ou questione o espaço urbano.

Nossa ação performática, foi dividida em 3 células:

Célula 01 – Chegada das figuras oprimidas: Moça Pedinte (Lis Nasser) e Mágico do Sinal (Henrique Dutra). Ação: esmolar e encantar. Travar uma relação com os motoristas e passantes, conseguir foco para o desenvolvimento da ação porvir.

 
  

Célula 02 – Entrada do Coro das Mulheres Ricas: ( Ana Paula Piunti, Dolores Assariti e Maria Clara Teixeira). Ação: horrorizar, chocar. Discursar sobre a pobreza, exigir que se limpe a urbe.

  
                                   
     
                                      

 
Célula 03 – Limpeza da urbe: Intervenção dos Agentes de Limpeza ( Flávia Machado e Gustavo Schiezaro). Ação: Limpar os pobres e artistas de rua.



As intervenções urbanas como pesquisa de linguagem fazem parte da dinâmica dos processos criativos do Coletivo Onírico. Assim como nós, uma série de outros grupos/artistas e outros representantes da sociedade civil utilizam a rua não somente como lugar de passagem, mas também como plataforma para outras ações. Entretanto, os interesses do capital se sobrepõem a esses fatores e principalmente as questões humanitárias, conforme nos aponta Giorgetti:


Esse tipo de atitude é uma conseqüência direta do predomínio dos interesses privados sobre tudo o que é coletivo. Trata-se da negação dos sentimentos de solidariedade e de respeito. Na sua forma absoluta, constitui a eliminação total do outro e de tudo o que ele contém de diferente, pelo recurso à violência; é o não-reconhecimento da sua existência e de seus direitos. Defini-se, sobretudo, por seu alto grau de radicalismo: os adeptos desse tipo de comportamento querem a eliminação a qualquer custo daquele(s) que, transformando o espaço público em moradia, destrói (em) a harmonia natural da cidade, sujando, enfeando e contaminando tais espaços com todo tipo de doença.
(GIORGETTI, 2006:85)









 
      
Ir e Vir
Vir
Ver
Não ver
Não querer ver
Ver
Ser
Não querer ser
Não querer esse ser!
Linha que corta o centro do bairro Nobre
Nobre
Enobrecimento do espaço público
Enobre(cimento)
Cimento no espaço público
Cinzento no espaço público
Sem cores do lenço do Mágico
Tudo cinza
Sem pedinte suja...
....cinzuda, cinzerela, cinderela...
Mas e ela? Cadê o espaço dela?
Tudo cinza.
Tudo clean
 

O Coletivo agradece a todos os nossos colaboradores performes já citados no texto, e ao Nê, colaborador autor das fotos aqui publicadas.
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


- GIORGETTI, Camila. Moradores de rua: uma questão social? São Paulo. Editora PUC.2006.p.07-292. 
 
 
Texto: Henrique Dutra
Fotos: Neander Heringer. 
 
 
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"A História do Besouro Mangaga" em Valinhos!

É com muita alegria que o Coletivo se apresenta novamente em Valinhos.  Dessa vez, junto com o Mestre Ronaldo e todo o pessoal da capoeira, para ouvir a "História do Besouro Mangaga" e depois fazer uma bela roda de ciranda com os participantes!
É neste domingo, dia 16 de setembro ás 17:00h. No Auditório Municipal de Valinhos ( Rua 21 de dezembro , 66 - Centro )
Ingressos antecipados :
R$ 8,00 (inteira)
R$ 5,00  ( meia e crianças até 10 anos)

Ingresso no dia:
R$ 10,00

Nos vemos lá!

Diário Público de Retorno

Na ultima segunda feira, 27 de agosto,  retomamos o processo de montagem com nosso parceiro e diretor Rafael Carvalho no teatro de Vanguarda, no free shopping, espaço esse gentilmente cedido a nós por Cláudio Lima. 

Retomar é preciso, retornar é eterno. E nós, depois dessa pausa no processo de criação do Ketelin (um nome provisório), ansiosos pra recomeçar, mirávamos Rafael com "olhos gigantes", como ele mesmo disse. Parece me que depois de um tempo se preocupando e nos debruçando com fatores mais técnicos e burocráticos do fazer teatral( editais, projetos, CasaAsa, CNPJ...), nossos corpos ainda mantinham-se  no campo do racional, nas  respostas aos exercícios guiados por  Rafael, amigo e diretor.

As coisas que estávamos ansiosos pra falar, vieram a tona em forma de corpo e voz na cena.
A partir de uma tempestade de idéias apresentamos uma cena individual, assim, quase sem pensar. Percebemos que possuímos coisas escritas em nosso corpo, previamente marcadas pela história que a nossa pesquisa carrega...   dela brotaram coisas já previamente trabalhadas por cada um de nós, nossas "maneiras" estavam expostas ali. 

Ao re-viver o exercício, justificando, explicando, ou demonstrando verbalmente cada gesto/movimento do nosso corpo em cena, elegemos uma tríade:
"Repetição, análise e clareza"afim de destacar as referências, advindas de vivências diferentes com o teatro,  de cada um.    
Com esse exercício de descrever vimos qual vil pode ser, por vezes,  nosso movimento, e também , o quão importante e cheio de significado á ele pode estar agregado.

Semana que vem começaremos a ocupar um novo espaço, o Estúdio Cênico, um espaço regido por Eduardo Meira Vasconcelos.... que venham mais parceiros, mais mestres como O Rafa , mais professores , mais amigos para continuar a alimentar nossa motivação , e nos dar energia para continuar a Conhecer e a nos entregar ...Obrigado


Equipe Coletivo . 

 

domingo, 19 de agosto de 2012

Apresentação em Valinhos-SP


Dia 19 de agosto foi uma data muito especial! Além de ser dia do ator, também apresentamos o espetáculo "Catação de Histórias e Contação de Lixo" na cidade de Valinhos! Já haviamos realizado outras ações na cidade, como apresentação na praça e intervençoes urbanas nas ruas. Desta vez, a apresentação foi realizada em espaço fechado, no Auditório Municipal, em parceria com a Secretária de Educação e Cultura da cidade. Amanhã tem mais espetáculo para as escolas agendadas! Quem assina os clicks das fotos dessa apresentação é nossa amiga e colaboradora Natália Carneiro.